huum... E não é que, afinal, eu consegui escrever um conto erótico?
Ela levantou-se da pentiadeira onde colocava o brinco na orelha esquerda, os olhos rasos em lágrimas denunciavam o quanto minhas palavras haviam "ferido" ela. Não tive tempo de esbocar alguma reação, ela se levantou com os olhos marejados e com os lábios formando um "bico", mas não um "bico" de quem está prester a beijar, um bico de fúria. Fiquei atordoado quando aquela expressão se aproximou de mim com extrema rapidez. Não conseguia me mover. O olhar dela me prendeu no chão. Vi a mão dela se movimentando em minha direção. Quando dei-me conta que a mão havia deixado o contorno do corpo era tarde demais. O tapa já estava concretizado na minha face. O tapa mais forte do "arsenal" dela, que mesmo assim não me feriu fisicamente. Mas feriu-me de morte psicologicamente.
Ela saiu do quarto batendo a porta. Pisquei longamente, meus olhos ainda não haviam entendido bem o que sucederá, nem tive tempo de digerir os ultimos acontecimentos, quando ela rompe a porta quarto adentro, eu nem consigo compreender o que a trouxe ela de volta. Ela se aproxima, levaria eu outro tapa? Viria ela e diria na minha cara que não me aguentava mais e que acabou? O tempo parecia parado naquele instante, os passos dela vindo em minha direção eram em camera lenta.Enfim ela se aproxima mais, e mais, antes que eu pudesse balbuciar qualquer pedido de desculpa (ou até mesmo qualquer palavra) ela me devora com seus beijos. Tirando minha camisa como se fosse a forma dela aceitar minhas desculpas, beijando meu peito como algo de suma importancia no momento. Por instinto (ou seria desejo?) levantei um pouco a blusa dela (o suficiente para poder acariciar a pele macia dela). Ela voltou a beijar meus lábios, minha lingua adentrando na boca dela, a lingua dela adentrando na minha boca. Levantei mais a blusa dela. Não resisti a tentação de tira-la toda. Pude ver os belos seios dela acomodados naquele sutiã rosa-chá que eu havia lhe dado no ultimo dia dos namorados.
Ela parou o beijo por um instante. Teria ela hesitado? Ela olhou para os proprios seios, depois arqueou as sombrancelhas me olhando com aquele olhar malicioso. "Desabraçou-me" e desfez-se do sutiã. Agora podia ver por completo aquele par de seios à minha frente, os bicos já endurecidos pelas caricias dos ultimos minutos. Ela tornou a pressionar o corpo dela no meu. Sentia aqueles biquinhos duros contra meu corpo, e isso estava me excitando cada vez mais.
Por mais alguns minutos o que se seguiu foi uma sequencia cinematográfica de beijos apaixonados. Ela com a mão na minha nuca, acariciando meus cabelos. Eu com as mãos nas costas dela, acariciando as suas costas. Desci um pouco as mãos, estava com elas próximas as nadegas dela. Quando toquei-as de leve ela soltou um rápido suspiro. Conhecia aquela saia melhor do que ela, poucos segundos depois de tocar-lhe de leve a bunda achei o ziper que "prendia" a saia ao corpo dela. Ela sorriu quando a saia desceu a perna forçada pela gravidade e chegou ao chão tornando-se um amontoado de tecido aos pés dela.
Ela empurrou-me um pouco para trás. Soltou o cinto de minha calça, abriu a braguilha fazendo minha calça se tornar mais uma peça de tecido no chão. Demos um passo pro lado deixando o tecido "em paz". Ela pressionou o corpo novamente no meu. Desci minhas mãos apertando e arranhando aquela bunda macia. Ela soltou outro suspiro, dessa vez mais alto que ecoou pela sala e tornou ao meu ouvido. Meu sexo mal cabia dentro da cueca quando ela, num movimento extremamente rápido, rebaixou minha cueca a mais um tecido que desceu ao chão. Subi minhas mãos alguns centimetros acima de onde estavam, coloquei as mãos por dentro da calcinha já molhada de suor. Desci ela poucos centimetros abaixo de onde ela ficava de costume. O resto ficou por conta da grávidade que juntou ela a minha cueca no chão.
Antes de subir minhas mãos para a cintura dela e, com isso, pressionar mais meu corpo no dela, segui atraido pelo calor do "entre pernas" dela. Quanto mais meus dedos se aproximavam daquele local mais alto eram os suspiros dela. Quando toquei de leve o sexo dela (já bem umidecido pela excitação crescente) foi o instante que ela encostou-se na parede totalmente, puxou meu corpo para junto do dela. Subi minhas mãos acariciando as costas nuas dela. A penetração mero detalhe naquele instante.
Movimentavamos devagar, sem muita pressa até que ela, sem aviso, deu um salto abraçando minha cintura com as pernas. Por um instante senti o sexo dela engolir o meu por completo. Quanto mais o movimento acelerava, aumentavam também os gemidos dela, gemidos que me deixavam louco de prazer. Quando nosso movimento chegou em um nivel frenetico ela começou a arranhar-me com suas longas unhas pintadas de um vermelho escuro.
Nossos corpos estavam no ápice. Nosso suor se misturava e escorria pelo corpo de ambos caindo e molhando o chão. Eu acariciando mais aquelas costas. Ela arranhando e cravando mais as unhas nas minhas costas. Nossos beijos cesavam, apenas, quando eu insistia em abocanhar aqueles seios, quando fazia isso ela chegava a soltar pequenos gritos de prazer. Como eu queria que durasse um pouco mais eu párava e tornava a beijar-lhe os lábios de uma forma intensa, de uma forma única e apaixonada.
Soltei todo meu prazer dentro dela no exato instante que ela deixava o prazer dela escorrer por toda a extenção do meu sexo. O movimento foi diminuido, diminuindo até que cessou por completo. Separamos nossos lábios uma vez mais. Pude ver a alegria e a satisfação escondida por trás daqueles lindos olhos acastanhados. E, num sussurar enquanto "me soltava" do seu abraço de pernas, soltou a mais bela palavra de todo aquele dia:
~ te amo minha vida!
- Postado por: Luis às 00h15
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