ahh... tava com essa historia desde antes de ontem... hoje sintetizei em palavras no bloco de notas... achei q ficou um pouco grande... e q por isso quase ninguem vai ler, mas fazer o q... é a vida... =/ bom... chega de papo... vamos ao post! - Droga... - disse após o relogio virar um apinhado de peças no chão do quarto. - ... sorte que hoje é sabado... Virou-se para o outro lado da cama. Fitou longamente a parede. Não conseguiria dormir mais. Mas precisava dormir. Sabia que só dormindo todo aquele "desejo" obsucuro desapareceria. Ou pelo menos diminuiria, e isso hoje já seria uma grande coisa. Fechou os olhos. Contou mais de duas centenas de carnerinhos. Foi a cozinha e tomou um bom chá de camomila na esperança de se acalmar. Nada adiantava. Se deitou novamente. - Quem sabe o sono voltou e esqueceu de me avisar... - disse a si mesma. Deitou-se, cerrou os olhos confiante que o Morfeus logo lhe cobriria novamente com seu manto. Não, provavelmente Mofeus havia voltado para a sua Grécia. Encolheu as pernas, os joelhos estavam proximos ao seu peito agora. Colocou a mão direia entre os joelhos e começou a se "embalar", e mentalmente dizia para si propria: - controle... controle... controle... Trincou os dentes uma vez. Abriu os olhos pela metade. Tornou a fecha-los. Levantou num rompate, caminhou a passos extremamente rápidos para a cozinha. Abriu a gaveta onde guardava as facas de cortar carne. Num movimento impensavel colou a fria lâmina na pele e puxou com muita força e fúria. Teve forças ainda para fazer tudo por mais uma vez. Caiu ao chão com os braços tomados por sangue que se esvaia do corpo por aquelas duas feridas abertas. Quando o peso de suas palpebras ficou grande demais para segurar deixou que caissem fechando os olhos. Quando não viu mais nada, acordou. Odiava esse pesadelo. Ao mesmo tempo que queria tirar essa dor de sua mente, sabia que isso era impossivel. Resolveu levantar e ir na varanda pegar um ar. Quem sabe a brisa lhe acalmasse a alma. Quem sabe conseguisse achar seu sono por lá. Caminhou até a varanda. "o que estou fazendo?" se perguntou uma, duas, três vezes. Na terceira, enfim, chegou à varanda. Sentou na posição de lotus, desde muito nova sentava-se assim para pensar nela mesma. Soltou seus longos cabelos loiros, deixou que eles lhe cobrissem toda a face. Sentiu algo estranho na mão esquerda. Seu celular. Por que havia pego o celular? Sentiu medo do que poderia fazer. Soltou o celular ao seu lado. Fechou os olhos e respirou profundamente. Inspirava pelo nariz e soltava pela boca. Ao fim de dez respirações tomaria uma decissão. Levou quase um minuto para respirar as dez vezes que havia se proposto. Abriu os olhos lentamente. Os primeiros pingos de chuva começavam a cair. Em seus olhos haviam lágrimas, queria, preciva chorar. Mas não conseguia. Tomou o celular nas mãos. Procurava alguma coisa que a consolasse na agenda. Parou no telefone de seus pais. Ia ligar pra se despedir. Estava decidida que o mundo não precisava mais dela. Uma lágrima caiu de seus olhos molhando seu pulso direito. Sentiu o corpo estremecer. Um arrepio lhe subiu por toda a coluna. Encolheu os ombros. A chuva continuava a cair. Piscou longamente olhando as folhas das árvores que "comemoravam" a chuva que caía. Voltou os olhos para a agenda. Não ligaria para seus pais. Foi aí que teve uma ídeia. Uma ídeia repetida é verdade, mas sentia que estava na hora dela ir embora dali. O que ela queria não era simplismente morrer. O que ela queria era ir embora. Mas e todos os amigos, emprego e namorado que havia conquistado ali? Não importava, se "achou" amigos, emprego e namorado ali certamente acharia em outro lugar. Levantou-se e caminhou para o quarto. Havia posto a mala no sol dois dias atrás, seria um sinal do seu inconciente? Era bem provavel. Deixou o celular na mesinha de cabiceira. Colocou a primeira "pilha" de roupa na mala. O remorso a dominou. Tinha que dar alguma explicação. Alguma satisfação. Quando foi embora de casa anos atrás deixou um bilhete e sabia que seus pais, por mais que sofressem, entenderiam sua atitude naquele momento. Mas com amigos era diferente, com seus colegas de trabalho era diferente, com seu namorado era diferente. Havia contado para todos eles coisas que seus pais nunca souberam, eles (sobretudo o namorado) sabiam muita coisa de sua vida, de suas atitudes no passado, de seus desejos (inclusive os obscuros). Colcou a segunda "pilha" de roupa na mala. Mas como faria? Não podia simplismente que acordou hoje e sentiu que devia ir embora. Não. Fechou os olhos e deixou seu "olho da mente" se abrir. Logo ele lhe deu uma solução, uma solução dolorosa, mas necessária. Iria brigar com seus principais amigos e terminar com o namorado antes de ir embora. Rapidamente ligou para a primeira amiga. Falaram amenidades por algums minutos. Acabou desligando sem cumprir sua "missão". Com a segunda amiga era seria mais fácil. Ligou, falou algumas coisas como se fosse sem querer. Sentiu na voz dela que ela estava magoada e nunca mais iria querer vê-la. Assim fez com mais algumas amigas. Sentiu fome. Era hora do almoço. Cozinhou para si um macarrão instâneo de frango. "Papelão" pensou enquanto comia. Havia brigado com todos que um dia amou. Com todos? Não, faltava ainda o namorado. O mais difícil havia deixado para o fim. Com as mãos tremulas discou para ele. Chamamando... - Oi amor... - disse ele com a voz mais doce do mundo - ... tudo bem? - Oi... - sentiu-se confusa, era isso mesmo? Fechou os olhos. Sentiu o desejo pela sua morte aumentando. Tinha que fugir dali. Tinha que ir embora o mais rápido possivel. Então era isso mesmo. - ... an... - Está aí Dani? - ele insistiu - tudo bem?? - Não - as lágrimas voltavam a cair dos olhos dela. - nada bem... - Que foi? - ele conhecia ela o suficiente para saber o que ela estava sentindo agora, sabia que o que ela chamava de "demonio interior" havia saido do controle mais uma vez, e sabia também que dessa vez ela corria risco, tinha que agir logo - não se meche... estou indo praí! - Não venha - ela disse com voz pastosa por causa do choro que lhe subia a garganta - eu quero terminar com você... e não pergunte porque... só não quero mais lhe ver na minha frente. Desligou o aparelho sem esperar a resposta dele. Trincou os dentes novamente. - Controle... controle... controle... - tentava se manter no controle. Sabia que seu demonio interior havia fugido de seu contole. O celular tocou. Olhou pra ver quem ligava. Seu namorado. Atendeu, e desligou logo em seguida, sem ouvir a voz dele. Para evitar que o celular voltasse a tocar arremessou-o no chão. Voltou a mala no quarto. Rafael, o namorado, saiu de sua casa com a orelha no celular, ligou pra uma amiga de Daniela. Caminhava em uma quase corrida em direção a casa dela. A amiga havia dito que Daniela havia sido grosseira, e que haviam brigado. Ligou para outra amiga que disse a mesma coisa, ligou para terceira, quarta... todas diziam a mesma coisa. Acelerou o passo. Sentiu que estava perdendo Daniela. Sua vista começava a embaçar com as lágrimas que brotavam dos olhos. Atravessou ruas sem nem olhar para os lados. Tinha que chegar logo. Faltavam duas quadras. Começou a correr. Havia limpado o guarda-roupa. Sentou-se a mesa. Uma folha de papel já a esperava. Escreveu com os olhos banhados de lágrimas: "Aos colegas de empresa: Obrigado a todos por me aturarem por todos esse anos, adorei todos os dias que passamos juntos... e venho atraves dessa pedir o meu desligamento do emprego. Muito obrigada ao seu Adir por acreditar em mim! Nunca vou poder lhe pagar tudo que fizeste por mim! Mais uma vez muitissimo obrigada! Aos meus amigos e amigas: Galera amei todos os dias que passamos juntos, todas as festas, todos os porres (risos), todos os filmes que assistimos, todas as nossas viagens, aventuras, doideiras que fizemos juntos!!! Sinto ir embora assim... mas era meu destino "sumir" assim. Como ultimo pedido peço a algum de vocês pra liguem pra imobiliaria pra avisar que vou pagar o valor do aluguel até semana que vem. Bom... enfim... Deixei a parte mais dificil para o fim... Rafa, peço que não fique triste por eu estar indo embora... mas se eu ficasse aqui ia lhe magoar mais, ia lhe causar sofrimento, dor. E já prometi a mim mesma que não faria mais ninguem sofrer. Preferia mil vezes morrer a ver uma lágrima saindo de seus olhos novamente. Sei que não posso pedir pra não sofrer. Mas o vento já me chamava a dias. Somente hoje fui perceber o que ele estava querendo dizer. Sei que isso não vai servir de consolo, que posso acabar lhe machucando mais dizendo isso, mas sei que talvez possa lhe dar algum alento e conforto... te digo que te amo! Mesmo indo assim... sem avisar nem nada... levo você no meu coração que, apesar de tudo, chora por ter que sair dessa forma de sua vida... espero que entenda e supere um dia! Com amor, carinho e algumas coisinhas mais Daniela" Colocou a caneta sobre a carta e deixou sobre a mesa. Rafael entrou na rua de Daniela. Estava cansado, havia corrido muito. Entou rapidamente portão adentro. Encontrou a porta da frente encostada. Empurrou-a. Caminhou pela casa atônito. Chegou a cozinha. Leu a carta. Não conseguiu mais conter as lágrimas. Sentou no chão aos prantos. - Por que Daniela?? Por que??? - gritou enquanto caia no chão levado pelas lágrimas. Ele havia chegado tarde. Ela já havia ido embora. - Postado por: Luis às 02h01 [ ] [ envie esta mensagem ]
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