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não de onde veio esse meu gosto recente por escrever historias desse "tipo"... será que estou me "despedindo" de uma era? será que estou usando minha versão 5.0? (5.0 sim, não, não tenho 50 anos ¬¬, um dia conto sobre as "outras" versões minhas) será que...? ahhhhh odeio não saber o que se passa comigo... então vamos a historinha "rabugenta" que escrevi:



Ele telefona pra casa dela. Telefone tocando.

- Atende logo bia... - murmura ele - atende.

Pára de tocar.

- Alô? Bia?

Do outro lado a fria voz mecânica.

- Caixa postal de Beatriz, no momento estou longe... longe de mais pra alguem lembrar de mim... após o sinal deixe seu recado... ou não!

Ele, sem entender direito.

- Bia... píada sem graça viu... atende aí vai...

O silencio predominou até cair a ligação. Ele desliga.

-... bia... não!

Ele sai correndo em direção a casa dela. Atravessa as ruas sem olhar para os lados. Chega na casa dela a porta está só encostada. Ele entra e vê o corpo dela proximo a cacos de vidro e liquido viscoso que molha todo o chão.

Ele cai de joelhos ao lado dela. Ele retira uma mecha de cabelo que cobria a face dela.

- Por que bia? Por que? - gritou ele.

Ela desperta em meio aos berros dele, e, lentamente, abre os olhos.

- John... é... você?

- Bia?! - Ele hesita - Sou eu sim...

- O que... - ela gagueja - ... aconteceu?

- Você não se lembra?

- Não muito bem... - ela pisca longamente - o que... an... aconteceu?

- É...

Ela vendo que ele não falaria, virou a vista para o chão, viu os cacos. Cerrou as palpebras. As lembranças vieram como flashes. Uma lágrima saiu do olho dela.

- Calma bia... - ele enchugou a lágrima dela - vai ficar tudo bem...

Ela abriu um pequeno sorriu tristemente. Ele retribuiu o mesmo sorriso. Ela se viu refletida no rosto dele e, daquele instante em diante, não precisava mais se procurar na morte.


 



- Postado por: Luis às 01h19
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