em breve um template novo... por enquanto uma historia meio sem pé nem cabeça... Isabela olhava para o vazio como se buscasse algo nele, não havia nada ali para onde olhava. Apenas a parede meio bege. Por um segundo pensou que, um dia, aquela parede havia sido branca, hoje ela estava mais para o bege amarelado pelo tempo do que o branco original. Malmente conseguia pensar nela, mas sentia algo diferente vindo daquela parede. Tocou a parede pensado que ela acalmaria sua angustia, ledo engano. Voltou a sua posição inicial, sentada em frente aquela tela brilhante, deixando propositalmente a vista "desfocar". Via apenas o desenho que as letras formavam no branco do e-mail que ele enviara. Teve a sensação de já ter visto tudo aquilo antes. Não tinha como já ter visto aquilo antes, afinal só o conhecia a poucos dias. Sentiu que depois desse primeiro "deja vú" sua vida havia acabado. Não tinha nada mais que a prendesse nesse mundo. Piscou com extrema lentidão, sentiu o corpo balançar. Parou completamente de respirar. Ouvia apenas o seu coração batendo em ritmo lento e calmo. Voltou a respirar inspirando mais ar do que seu pulmão suportava. Prendeu todo aquele ar dentro de si. Foi soltando pouco a pouco enquanto sentia sua cabeça voltar a doer. Sentiu uma tontura. Fechou os olho. Por um instante achou que iria desmaiar. Abaixou a cabeça respirando rápido. Nem bem o ar entrava por suas narinas e já o jogava para fora como se ele lhe fizesse mal. Um arrepio correu por toda sua espinha. Era como se alguem passasse uma pena do osso Atlás (na nuca) até o osso do cóccix. Encolheu os ombros como se sentisse frio, apesar do calor extremo daquela noite. Soltou os ombros enquanto reabria os olhos. Sua vista continuava meio "desfocada". Piscou rapidadamente e voltou a distinguir as letras na tela. Sentiu uma sensação de que aquilo não era real. Que estava sonhando. Pensou em se beliscar. Chegou com os dedos da mão direita prontos pra se beliscar e ver se era sonho ou realidade. Acabou desistindo da ideia, pois se fosse sonho não gostaria que aquilo acabasse já. Voltou a sentir o arrepiou por toda a extensão da coluna. Virou-se com a certeza que havia alguem ali. Não, não havia ninguem. Seu sonho derrepente começou a amendrontar-lhe. Quando estava prestes a se beliscar sentiu novamente o arrepio novamente. Novamente encolheu os ombros, mas dessa vez com muito medo. Finalmente achou forças dentro de si e beliscou-se. Não acordou. A "pena" passava cada vez mais e mais arrepiante. Deixou a vista "desfocar" novamente. Sentiu as palpebras pesarem. Deixou-se balançar novamente, queria ir ao chão por mais que doesse. Resolveu ver daonde vinha aquela sensação que lhe gelava a alma. Levantou da cadeira que estava sentada. Caminhou em direção a porta que estava entre-aberta. Caminhou no escuro da casa. Achou uma janela aberta por onde entrava vento. Ao tentar fecha-la algo lhe puxou para fora a fazendo cair. Acharam-na no dia seguinte coberta com o orvalho matinal, dormindo serena e calma. - Postado por: Luis às 01h42 [ ] [ envie esta mensagem ]
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