sinto q nessa eu exagerei nos dialogos... mas tá aí, espero que gostem! Caminhava a largos passos pelas calçadas desertas, John estranhava toda essa falta de movimento. Checou a hora, agora sim, tudo explicado, faltavam cinco minutos para o meio-dia, todas as lojas fechadas, os prédios exalando seu cheiro de comida. John sentiu uma vertigem, apoiou-se numa parade. Algumas lembranças "apareceram" na sua mente: "Estava sentado na sacada daquele prédio do outro lado da rua discutindo com alguém... Joane era seu nome... ela era, sua... esposa" Atravessou a rua e adentrou no prédio. Ouviu do porteiro que devia lhe conhecer: - Bom dia Dr. Ivan. - Bom dia - estalou os dedos fingindo que havia esquecido o nome do porteiro. - Paul... - Bom dia Paul, como tem passado? - Muito bem... o senhor estava viajando é? - an - John pensa rapido e formula uma resposta - sim, sim... negocios. Só uma curiosidade Paul... você tem noção de quanto tempo eu moro aqui com Joane? - Uns dez anos doutor... - Hum... E por falar em Joane... esta está? - Não senhor... eu achei que ela tinha ido viajar com o senhor. - É que nós brigamos durante a viagem - disse John enquanto procurava a chave do apartamento - aí eu achei que ela iria voltar para casa... mas pelo visto me enganei... mais tarde eu ligo pra casa de algumas amigas, da mãe dela... agora tudo que eu quero é entrar em casa... mas parece que Joane ficou com minhas chaves. - Eu abro pro senhor... eu tenho todas as chaves aqui em baixo. - Obrigado Paul. - Que isso patrão, é meu serviço. Ao adentrar no apartamento John nota um caderno em cima da mesa. Por instinto o abre. Trata-se de um diario. Lê a primeira página: "Eu me chamo Ivan, sou casado com Joane irmã mais nova de Andrei Karacolvoz, meu socio. Escrevo essas linhas para o caso de eu ter uma recaída de minha amnésia e esqueça quem eu realmente sou. Qualquer duvida que não conste neste diario devo ligar para Andrei e perguntar. O numero do telefone dele está na agenda. Na primeira página." John folheou as outras folhas daquele caderno. Não havia nada escrito, apenas aquela página com o que mais tarde chamou de "palavras pós-recaida". Na última folha havia mais alguma coisa escrita. "Vezes que me esqueci quem eu era (desde 1987): 34" John se assustou, pousou o caderno de volta em cima da mesa quando ouviu alguem batedo à porta. Observou duas sombras pelo vão da porta. - Quem é? Não obteve resposta. Rosqueou o silenciador na pistola e deixou a maleta na cadeira em que estava sentado lendo o diario. - Não vou perguntar de novo - disse John silenciosamente se aproximando da porta - quem é? Ao chegar perto da porta, ainda abaixado, tocou a maçaneta advinhando o que aconteciria. O primeiro tiro atravessou a porta e estourou o vaso de tulipas roxas, os demais que atravessavam a porta iam para todos os cantos do pequeno apartamento. Após pouco mais de um minuto dos homens desconhecidos atirarem sem falar uma só palavra um deles parece falar no celular: - Pronto chefe... matamos Ivan, ou John como o senhor costuma chamar. John, que não levou um tiro sequer pois bem estava abaixado, abriu silenciosamente a porta e alvejou seus dois atiradores. O primeiro disparo foi exatamente na nuca do que trajava um terno preto. O segundo disparo foi no ombro do que falava ao telefone, já desligado, e vestia um longo sobre-tudo preto com uma gravata vermelha. Levantando-se John, ainda empunhando a pistola apontada para seu algoz, foi gritando: - Quem é você? Para quem você trabalha? Quer ter o mesmo fim do seu amigo? Ele nada respondia, apenas sorria, se de dor ou de sarcasmo John nao sabia. A unica coisa que sabia era que isso o encomodava, e muito. Deu outro disparo no joelho. Ele caiu ao chão praticamente desmaiado. John o levantou pelo colarinho e grudou-o na parede. - Você trabalha pro Andrei não é? Responda que talvez eu te deixe vivo! - Ok... abaixe isso... - disse o homem caindo encostado na parede assim que John o largou - sim... eu trabalho pro Andrei, ele soube que você recuperou a memoria e resolveu ir atrás dele... por isso ele mandou eu e o Fill... - E como você se chama? - Alfredo senhor... poupe minha vida... tenho mulher e duas filhas lindas... John pensou por um segundo e resolveu deixar o homem ir. "Não..." foi o que disse enquanto Alfredo caminhava completamente cambaleante até o elevador. O homem com dois buracos de bala todo ensanguentado tentou correr, John o trouxe para dentro do apartamento e o mandou ficar sentado no sofá enquanto ele ligava para Sal. - Sal? - Eu mesmo... John é você? Graças a Deus ainda esta vivo... soubemos que foste pego pelos latinos... como você está? - Depois te conto Sal... escuta, você tem como vir buscar um homem aqui e o levar para aquele hospital aí perto? - Tenho sim... você esta ferido? - Não, não... é um capanga do Andrei que me deu informaçoes e resolvi ajuda-lo. - Ok John, me passe o endereço. John passa o endereço para Salvatore que, assim que desliga o telefone, manda seu filho, Vitto, ir até lá. - Ahh sim! - diz o homem ferido por John já dentro do carro - o Ivan mora a poucas quadras daqui e todo dia a noite ele vai ao Routhes, um restaurante a duas quadras daqui, a esposa dele odeia os seguranças... portanto ele vai estar sem ninguem, a não ser o carro blindado. - Ok, vou lembrar de tudo isso. Obrigado. - Eu que agradeço. - Hey John, pegue - Vitto joga uma chave - ela esta guardada naquela garagem ali, presente do papi. - Muito obrigado Vitto, agradeça seu pai! - Pode deixar. O carro arranca e John com aquelas chaves segue até o portão indicado por Vitto. Abre o portão e qual a sua surpresa...
abraços - Postado por: Luis às 00h20 [ ] [ envie esta mensagem ]
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