bom... criei esse blog aí pra ser algo como uma "novela"... tipo Histora em Quadrinhos... não sei onde vai parar... vamos ver o q acontece: Correu para o endereço que morava vinte anos atrás, tudo estava da mesma forma que se lembrava. Entrou pela porta da frente, haviam apenas vestigios de que, um dia, alguem morou lá de fato. Subiu ao segundo andar onde ficava seu quarto, nada. Foi ao quarto que estava preparado para Mary... achou um ursinho de pelucia acinzentado pela poeira do tempo. Abraçou-o e, em uma cadeira abandonada, chorou.
Vingança dos dias anteriores - parte 1
Saiu em direção ao restaurante de um de seus amigos de antigamente. Ao adentrar no prédio ouviu do homem atrás do balcão: - John! Quanto tempo cara! Por onde esteve? - Salvatore Angiole! Nem eu sei... - Como assim? - disse o homem saindo de trás do balcão para abraçar o amigo - vai dizer que levou uma pancada na cabeça e não se lembra? - Riu. - Acho que sim... eu mas quero uma informação sua... você ainda é o cara que sabe das coisas na cidade não é? - Opa... pois não? - Lembra-se da Anie? - Claro, claro... ficou arrasada quando você desapareceu... tive que consolala casando com ela... - O que? - Disse John erguendo o tom de voz. - Filho da... - Calma, tô brincando... - Riu enquanto sentava-se numa cadeira a frente do balcão- quando você sumiu a vinte anos atrás, Anie ficou arrasada, mas tão arrasada que ficou morando na mesma casa por dois anos. Mas dois anos sem sair, quando tentaram tirar ela, ela disse que tinha que te esperar pro jantar... e todos os dias ela cozinhava a mesma coisa, fosse pro almoço, fosse pra janta. - Caramba, mas e depois desse tempo? - Quis saber John sentando-se também. - A familia dela achou melhor internar ela no Saint Hellen... - O sanatório? - Isso... mas isso faz uns quinze anos, creio que ela não esteja mais lá. - Mas... e minha filha? Maryluce... o que fizeram dela? - Até o que eu sei, a familia da mãe, quando mandou internar Anie, deu a menina pra adoção... e ela foi adotada por uma familia do lado norte... - Nos lados dos Karacolzov? - Acho que sim... se duvidar até pelo proprio... - Nossa... - Mas - disse Salvatore se levantando e voltando pra trás do balcão - e por onde andou esse tempo todo John? - Eu não lembro direito... eu tinha mulher... acho que até um filho... - John apalpa os bolsos do sobre-tudo que trajava, acaba encontrando uma carteira ao abrir a carteira lê para Salvatore o nome na identidade - Ivan... - se assusta - Karacolzov... - Ivan Karacolzov? Esse era o nome que deram pra você após a amnésia? - E não é só isso Sal... tem uma lista com alguns nomes aqui... John pega o papel dobrado da carteira e lê para o amigo: Raul Navaro - Chefes das gangues - disse Salvatore servindo John de úisque - eles são os manda-chuvas de hoje... - Mas - disse John ao sorver um gole do úisque - eu lembro que eram apenas os russos, os italianos e os americanos que "dividiam" a cidade. E esses nomes não lembram em nada os chefes de antigamente... - John, John... hoje as três grandes estão em decadência... hoje além dos russos, italianos e americanos, temos os latinos, os chineses, os japoneses e ainda eu ouvi falar que outras máfias de seus países vieram recomeçar a vida por aqui... - Nossa... - Mas conte-me mais do que você fez nesses vinte anos. - Mais tarde Sal, tenho que ir buscar respostas. - A essa hora da noite a única coisa que você vai achar são balas e assaltantes, essa noite você dorme lá em casa! Não aceito não como resposta. - Ok Sal. Salvatore vai até a porta do "Nostra Vida", seu restaurante, e tranca-a virando a plaqueta pendurada na porta de "Aberto" para "Fechado". Seguem pela porta atrás do balcão por um corredor totalmente escuro, enquanto Salvatore vai explicando que as luzes do corredor queimaram e não consegue ninguem competente para trocar. Ao chegarem ao fim do corredor John pergunta onde vai dormir, pois está cansado. Deita onde Sal lhe indica: a cama no quarto dos fundos. Mas não consegue dormir, acaba dormindo depois de uma hora deitado. Logo ao amanhecer John vai até Salvatore: - Sal, você ainda vende aquelas "cosas"? - Vendo sim - respondeu ele puxando o amigo para longe da cozinha - mas a Mama acha que eu sobrevivo do restaurante... qual você tem em mente? - Alguma coisa pequena e agil... estou a vinte anos fora... não sei o que se usa hoje em dia... - Eu te sugiro uma glock nove milimetros... pente de vinte e uma balas, silenciador... uma maravilha! - Então eu levo... vou levar também mais uns três pentes de reserva... - Ok - diz Salvatore pegando a pistola e os pentes no fundo falso da parede - mais alguma coisa? - Não... acho que por hora isso deve dar... quanto fica tudo? - Que isso John?! Assim você até me ofende... eu não vou lhe cobrar nada... contanto que você dê um jeito naquele Karacolzov... - Muito obrigado - Diz John enquanto abraça o amigo. John fica mais alguns minutos conversando com Salvatore para "se localizar", também pudera em vinte anos a cidade deve ter mudado muito. Após pegar todas as informações John saí do restaurante do amigo que ainda tem tempo de gritar do balcão: - Boa sorte John! - Obrigado Sal. John sai a passos apressados, sabe que tem pouco tempo. Sente que se demorar vai ser tarde demais.
*** TO BE CONTINUED *** - Postado por: Luis às 00h13 [ ] [ envie esta mensagem ]
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