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tá... o blog entrou numa fase de "vacas magras"... ando sem inspiração pra escrever... mas agora acho que essa "tal" de inspiração voltou, e voltou me dando um (o VII) poema pro meu amor. Ei-lo:



Saudade


o mais traiçoeiro sentimento que pode brotar entre os amantes
a dor mais doída que dá no peito de quem ama
quando nada, nem ninguem, pode aproximar os amantes


poderia sugerir a abolição dessa palavra dos vocabularios
dos dicionários...
das mentes dos amantes...


mas receio que no instante seguinte a essa abolição inventariam outra palavra pra descrever tamanha "vontade de estar junto"..
ahh maldita palavra!
e bendito seja o que sente saudades!


toda noite peço aos céus:
- amor, não demora... preciso de ti comigo aqui...



- Postado por: Luis às 23h39
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sem paragrafos, nem quebras de linha, assim segue meu pensamento, linear, sem rupturas e nem recortes...



eu queria ter nascido bicho, sem obrigações, sem pressões, sem responsabilidades grandiosas... poder ter o dia livre pra buscar o alimento, deitar em baixo da sombra de uma grande árvore e poder descançar até não querer mais... e só precisar se "mecher" quando for realmente necessario... ganharia em liberdade de preocupações, de uma vida em "sociedade", de ter que "ser alguem na vida"...mas perderia a única coisa que somente os seres humanos tem: perderia a capacidade de sonhar.

- Postado por: Luis às 22h40
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huum... E não é que, afinal, eu consegui escrever um conto erótico?



Ela levantou-se da pentiadeira onde colocava o brinco na orelha esquerda, os olhos rasos em lágrimas denunciavam o quanto minhas palavras haviam "ferido" ela. Não tive tempo de esbocar alguma reação, ela se levantou com os olhos marejados e com os lábios formando um "bico", mas não um "bico" de quem está prester a beijar, um bico de fúria. Fiquei atordoado quando aquela expressão se aproximou de mim com extrema rapidez. Não conseguia me mover. O olhar dela me prendeu no chão. Vi a mão dela se movimentando em minha direção. Quando dei-me conta que a mão havia deixado o contorno do corpo era tarde demais. O tapa já estava concretizado na minha face. O tapa mais forte do "arsenal" dela, que mesmo assim não me feriu fisicamente. Mas feriu-me de morte psicologicamente.

Ela saiu do quarto batendo a porta. Pisquei longamente, meus olhos ainda não haviam entendido bem o que sucederá, nem tive tempo de digerir os ultimos acontecimentos, quando ela rompe a porta quarto adentro, eu nem consigo compreender o que a trouxe ela de volta. Ela se aproxima, levaria eu outro tapa? Viria ela e diria na minha cara que não me aguentava mais e que acabou? O tempo parecia parado naquele instante, os passos dela vindo em minha direção eram em camera lenta.Enfim ela se aproxima mais, e mais, antes que eu pudesse balbuciar qualquer pedido de desculpa (ou até mesmo qualquer palavra) ela me devora com seus beijos. Tirando minha camisa como se fosse a forma dela aceitar minhas desculpas, beijando meu peito como algo de suma importancia no momento. Por instinto (ou seria desejo?) levantei um pouco a blusa dela (o suficiente para poder acariciar a pele macia dela). Ela voltou a beijar meus lábios, minha lingua adentrando na boca dela, a lingua dela adentrando na minha boca. Levantei mais a blusa dela. Não resisti a tentação de tira-la toda. Pude ver os belos seios dela acomodados naquele sutiã rosa-chá que eu havia lhe dado no ultimo dia dos namorados.

Ela parou o beijo por um instante. Teria ela hesitado? Ela olhou para os proprios seios, depois arqueou as sombrancelhas me olhando com aquele olhar malicioso. "Desabraçou-me" e desfez-se do sutiã. Agora podia ver por completo aquele par de seios à minha frente, os bicos já endurecidos pelas caricias dos ultimos minutos. Ela tornou a pressionar o corpo dela no meu. Sentia aqueles biquinhos duros contra meu corpo, e isso estava me excitando cada vez mais.

Por mais alguns minutos o que se seguiu foi uma sequencia cinematográfica de beijos apaixonados. Ela com a mão na minha nuca, acariciando meus cabelos. Eu com as mãos nas costas dela, acariciando as suas costas. Desci um pouco as mãos, estava com elas próximas as nadegas dela. Quando toquei-as de leve ela soltou um rápido suspiro. Conhecia aquela saia melhor do que ela, poucos segundos depois de tocar-lhe de leve a bunda achei o ziper que "prendia" a saia ao corpo dela. Ela sorriu quando a saia desceu a perna forçada pela gravidade e chegou ao chão tornando-se um amontoado de tecido aos pés dela.

Ela empurrou-me um pouco para trás. Soltou o cinto de minha calça, abriu a braguilha fazendo minha calça se tornar mais uma peça de tecido no chão. Demos um passo pro lado deixando o tecido "em paz". Ela pressionou o corpo novamente no meu. Desci minhas mãos apertando e arranhando aquela bunda macia. Ela soltou outro suspiro, dessa vez mais alto que ecoou pela sala e tornou ao meu ouvido. Meu sexo mal cabia dentro da cueca quando ela, num movimento extremamente rápido, rebaixou minha cueca a mais um tecido que desceu ao chão. Subi minhas mãos alguns centimetros acima de onde estavam, coloquei as mãos por dentro da calcinha já molhada de suor. Desci ela poucos centimetros abaixo de onde ela ficava de costume. O resto ficou por conta da grávidade que juntou ela a minha cueca no chão.

Antes de subir minhas mãos para a cintura dela e, com isso, pressionar mais meu corpo no dela, segui atraido pelo calor do "entre pernas" dela. Quanto mais meus dedos se aproximavam daquele local mais alto eram os suspiros dela. Quando toquei de leve o sexo dela (já bem umidecido pela excitação crescente) foi o instante que ela encostou-se na parede totalmente, puxou meu corpo para junto do dela. Subi minhas mãos acariciando as costas nuas dela. A penetração mero detalhe naquele instante.

Movimentavamos devagar, sem muita pressa até que ela, sem aviso, deu um salto abraçando minha cintura com as pernas. Por um instante senti o sexo dela engolir o meu por completo. Quanto mais o movimento acelerava, aumentavam também os gemidos dela, gemidos que me deixavam louco de prazer. Quando nosso movimento chegou em um nivel frenetico ela começou a arranhar-me com suas longas unhas pintadas de um vermelho escuro.

Nossos corpos estavam no ápice. Nosso suor se misturava e escorria pelo corpo de ambos caindo e molhando o chão. Eu acariciando mais aquelas costas. Ela arranhando e cravando mais as unhas nas minhas costas. Nossos beijos cesavam, apenas, quando eu insistia em abocanhar aqueles seios, quando fazia isso ela chegava a soltar pequenos gritos de prazer. Como eu queria que durasse um pouco mais eu párava e tornava a beijar-lhe os lábios de uma forma intensa, de uma forma única e apaixonada.

Soltei todo meu prazer dentro dela no exato instante que ela deixava o prazer dela escorrer por toda a extenção do meu sexo. O movimento foi diminuido, diminuindo até que cessou por completo. Separamos nossos lábios uma vez mais. Pude ver a alegria e a satisfação escondida por trás daqueles lindos olhos acastanhados. E, num sussurar enquanto "me soltava" do seu abraço de pernas, soltou a mais bela palavra de todo aquele dia:

~ te amo minha vida!



- Postado por: Luis às 00h15
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historinha meio sem sentido que não me deixou dormir ontem. Só dormi quando passei-a pro papel.



Nathalia sentou-se ao piano assim que a noite caiu dos céus. Olhos rasos em lágrimas. Dedilhava a mesma melodia que sempre tocava quando estava triste, havia aprendido ela com seu pai dias antes dele a deixar.

Tocava sem olhar as teclas, olhos semi-cerrados, seguravam as lágrimas que tentavam, em vão, sair. Ainda assim não errada uma só nota da musica.

As horas passavam sem que Nathalia parasse de tocar a mesma melodia. Os dedos já davam sinais de cansaço. Mas não podia parar, não sem dissipar toda aquela magoa, aquela tristesa que veio acompanhada do "adeus" dele.

Já não via mais as teclas do piano de cauda, unica herança que recebeu de seu pai quando ele se fora. As teclas outrora brancas ganhavam agora um tom avermelhado com o sangue de Nathalia que rompia os dedos.

Suas forças começavam a traiam. Sua cabeça começava a rodar de cansaço. Adormeceu quando os primeiros raios de sol rompiam as cortinas debruçada sobre dó maior.


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Historias de uma noite sem Lua - Nathalia I



- Postado por: Luis às 14h29
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ao contrario da anterior com muitos paragrafos. tortuoso. achou ruim? não comenta




Viu as lágrimas brotando dos olhos dela. Sabia que era o causador. A fonte geradora que disparou a pulsação fazendo ela soluçar e chorar.

Ele tentou toca-la. Ela deu um passo atrás "fugindo" dele.

Ele tentou se explicar. Ela não quis ouvir.

Ele calou-se olhando o mar, buscando palavras que ele sabia que estavam dentro de si. Palavras que ele tinha de dizer para aquela tempestade passar.

Ela sentiu o silêncio dele. Mas as lágrimas não há deixavam falar.

Ele sabia que, por mais que fosse o causador das lágrimas dela, não era mal o suficiente pra isso. Ou era? Por alguns instantes quis se jogar naquele mar. Ameaçou levantar.

Ela segurou o braço dele. Ele parou. Olhou pra ela. Ela esboçou um sorriso pequeno. Ele a abraçou de lado.

O sol saiu de trás das nuvens. Azulando novamente o céu. A tempestade havia passado afinal.



- Postado por: Luis às 00h39
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sem paragrafos. reto. não gostou nem comenta.



Entrou na padaria fingindo apressado, comprou um maço de cigarros. Saiu pensando em nada. Acendeu o cigarro. Caiu em si. Não fumava. Jogou o maço na primeira lixeira que encontrou. Seguiu andando distraido pela rua. Olhava pra nada e pra tudo ao mesmo tempo. Viu quando o carro se aproximou. Viu que o sinal estava fechado. Por que, então, não parou? Não estava nem aí. Ouviu a freada. Fechou os olhos. Foi arremessado metros a frete do carro que o havia atropelado. Levantou-se calmamente, tirou a poeira do paleto, levantou a aba do chapeu dando um boa tarde ao motorista que abandonou o carro para prestar socorro. Não estava machucado. Nem havia sentido o impacto.

- Postado por: Luis às 17h01
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2007 se acabou... vamos ficar 10 anos sem o numero 7 no ano... curioso não? eu achei! =P


bom... como não achei as minhas "promessas de ano novo" do ano passado não tenho como comparar e dizer se 2007 valeu ou não a pena... mas acho que valeu sim! Lembro de algumas coisas daquela lista, então vamos lá:

por uma net mais rápida; (foi aos 45 do segundo tempo... mas ela veio! ADSL Rules)
ficar um pouco menos no PC; (acredite, fiquei!)
perder 15 kg; (não deu... u.u)
por meu site no ar; (tá no ar já \o/)

só lembrei dessas... rsrs

agora vamos as do ano de 2008... let's get it on!


pretendo ficar menos na net;
pretendo arrumar um emprego; (ó o fim do mundo tá chegando!!! kkkkkk)
QUERO montar meu PC novo; (A Alma de Melchiah 2 - Wild PC)
QUERO meu MP3 de 2gb da Sony com bateria de litio;
vou melhorar meu site;
não vou mais me deprimir atoa;
vou baixar mais rock e anime songs;
vou comprar maaaais carrinhos;
vou planejar a saída;
vou me mexer mais;
vou perder 15 kg; (agora vou mesmo!)
vou piorar algumas coisas;
vou melhorar em outras;
vou dar atenção a quem vale realmente a pena;
vou kikar pessoas do MSN sem dar satisfação; (atualmente 88 habitam meu MSN)
vou ser mais "malvado"; (6)
vou **** **** ** * * * * * * *; (hehehehehehehe)

e é isso ae... não vou fazer muitas coisas ano que vem... só vou fazer o suficiente pra mim e pra quem merece!


e chega, não gosto de postar coisas pessoais...


Feliz Ano Novo pra todo que tiveram a paciencia de ler meu blog durante o ano, todos que não comentaram, todos que comentaram, todos que vieram dizer que o post tava uma merda, todos que acharam uma merda mas não falaram nada, todos que só olharam o template (de fabricação propria) e fecharam sem ler...


Feliz Ano Novo!


~ LUiS



- Postado por: Luis às 17h22
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é... an... *pensando o q dizer* ahh... leiam e comentem... rs

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Carolina seguia sentada no pier olhando o sol se pondo ao longe, nas montanhas. Seguia tão compenetrada em seus pensamentos, tão ligada aquele instante, a toda aquela magia no ar, que não ouviu Lucas chegar e sentar ao seu lado.

- Oi Carol - ela não respondeu, ele ergue o tom de voz - Carol...

Ele a observa, a luz do poente deixava a pele dela mais brilhante que o habitual. Era como se ela estivesse envolvida numa especie de luz mágica. Ele abriu um leve sorriso e passou a olhar o por-do-sol também. Carolina tinha ouvido Lucas chegar, tinha ouvido a voz dele. Mas por algum motivo que até ela desconhecia não se moveu, não respondeu, não reagiu. Piscou longamente. De olhos fechados abriu um sorriso de tranquilidade, de paz, de felicidade. Tornou a abrir os olhos e, com voz suave e sem tirar os olhos das montanhas, disse:

- Oi Lu...

Ele sabia que ela dificilmente sairia de seus pensamentos naquele instante. Mas ela havia respondido. E respondindo de uma forma doce, carinhosa, quase mágica. Ele se aproximou um pouco mais dela. Ela tornou a piscar longamente, dessa vez deixou um suspiro escapar enquanto estava de olhos fechados.

A mão dele proxima da dela. A mão dela proxima da dele. Carolina podia sentir o calor da mão dele proxima da dela. Levantou a mão. Sua mão esquerda agora flutuava como uma pluma sendo levada pelo vento. Pousou a sua mão na mão dele com extrema suavidade, que fitou a mão dela por um instante. Ele sorriu. Ela sorriu. Ele virou a palma da mão para cima e a mão dela dentro da mão dele.

Foi nesse instante que ela sentiu o calor da mão dele de uma forma mais intensa. Talvez da forma mais intensa que jamais sentira. Sentia ele segurar a mão dela, não com força, longe disso. Mas com uma segurança, era quase como se ele dissesse "agora você está segura... nos dominios da minha mão...".

Ela virou a cabeça para olha-lo.

Algo aconteceu naquele instante. Os olhos se cruzaram no ar. O mar parou de agitar. O trânsito ao longe parou. O por-do-sol havia parado para tão somente para iluminar os dois que se olhavam com extrema ternura, carinho e afeto. Ele gostava dela. Ela gostava dele.

Nem uma palavra foi dita. Nem um gesto foi esboçado. Não era necessario. Conversavam um olhando no fundo dos olhos do outro. Podiam ver a alma um do outro. Podiam se ver com toda aquela luz do poente. Como se tivessem combinado. Como se existisse um grande roteiro. Como se soubessem o que o outro queria, se aproximaram mais. Um sentia a respiração do outro. Um podia ouvir o coração do outro bater mais acelerado.

Quando a misteriosa mágia do por-do-sol esboçava sua mais explendorosa força. Quando as ondas quebravam numa quase sinfonia. Quando uma leve brisa roçou o rosto de ambos. Uniram-se num só corpo ligados por um beijo.



- Postado por: Luis às 00h31
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ahh... tava com essa historia desde antes de ontem... hoje sintetizei em palavras no bloco de notas... achei q ficou um pouco grande... e q por isso quase ninguem vai ler, mas fazer o q... é a vida... =/ bom... chega de papo... vamos ao post!

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Acordou querendo morrer. Não que isso fosse uma grande novidade, mas fazia meses que não sentia aquele "desejo" tão forte dentro de si. Abriu lentamente os olhos. O relogio marcava 7:15 da manhã. Era um sábado. "quem programou essa merda de relogio?" se perguntou instantes antes de arremessar-lo contra a parede do outro lado do quarto.

- Droga... - disse após o relogio virar um apinhado de peças no chão do quarto. - ... sorte que hoje é sabado...

Virou-se para o outro lado da cama. Fitou longamente a parede. Não conseguiria dormir mais. Mas precisava dormir. Sabia que só dormindo todo aquele "desejo" obsucuro desapareceria. Ou pelo menos diminuiria, e isso hoje já seria uma grande coisa.

Fechou os olhos. Contou mais de duas centenas de carnerinhos. Foi a cozinha e tomou um bom chá de camomila na esperança de se acalmar. Nada adiantava.

Se deitou novamente.

- Quem sabe o sono voltou e esqueceu de me avisar... - disse a si mesma.

Deitou-se, cerrou os olhos confiante que o Morfeus logo lhe cobriria novamente com seu manto. Não, provavelmente Mofeus havia voltado para a sua Grécia. Encolheu as pernas, os joelhos estavam proximos ao seu peito agora. Colocou a mão direia entre os joelhos e começou a se "embalar", e mentalmente dizia para si propria:

- controle... controle... controle...

Trincou os dentes uma vez. Abriu os olhos pela metade. Tornou a fecha-los.

Levantou num rompate, caminhou a passos extremamente rápidos para a cozinha. Abriu a gaveta onde guardava as facas de cortar carne. Num movimento impensavel colou a fria lâmina na pele e puxou com muita força e fúria. Teve forças ainda para fazer tudo por mais uma vez. Caiu ao chão com os braços tomados por sangue que se esvaia do corpo por aquelas duas feridas abertas. Quando o peso de suas palpebras ficou grande demais para segurar deixou que caissem fechando os olhos. Quando não viu mais nada, acordou.

Odiava esse pesadelo. Ao mesmo tempo que queria tirar essa dor de sua mente, sabia que isso era impossivel. Resolveu levantar e ir na varanda pegar um ar. Quem sabe a brisa lhe acalmasse a alma. Quem sabe conseguisse achar seu sono por lá.

Caminhou até a varanda. "o que estou fazendo?" se perguntou uma, duas, três vezes. Na terceira, enfim, chegou à varanda. Sentou na posição de lotus, desde muito nova sentava-se assim para pensar nela mesma. Soltou seus longos cabelos loiros, deixou que eles lhe cobrissem toda a face. Sentiu algo estranho na mão esquerda. Seu celular. Por que havia pego o celular? Sentiu medo do que poderia fazer.

Soltou o celular ao seu lado. Fechou os olhos e respirou profundamente. Inspirava pelo nariz e soltava pela boca. Ao fim de dez respirações tomaria uma decissão.

Levou quase um minuto para respirar as dez vezes que havia se proposto. Abriu os olhos lentamente. Os primeiros pingos de chuva começavam a cair. Em seus olhos haviam lágrimas, queria, preciva chorar. Mas não conseguia.

Tomou o celular nas mãos. Procurava alguma coisa que a consolasse na agenda. Parou no telefone de seus pais. Ia ligar pra se despedir. Estava decidida que o mundo não precisava mais dela. Uma lágrima caiu de seus olhos molhando seu pulso direito.

Sentiu o corpo estremecer. Um arrepio lhe subiu por toda a coluna. Encolheu os ombros. A chuva continuava a cair. Piscou longamente olhando as folhas das árvores que "comemoravam" a chuva que caía. Voltou os olhos para a agenda. Não ligaria para seus pais. Foi aí que teve uma ídeia. Uma ídeia repetida é verdade, mas sentia que estava na hora dela ir embora dali. O que ela queria não era simplismente morrer. O que ela queria era ir embora. Mas e todos os amigos, emprego e namorado que havia conquistado ali?

Não importava, se "achou" amigos, emprego e namorado ali certamente acharia em outro lugar. Levantou-se e caminhou para o quarto. Havia posto a mala no sol dois dias atrás, seria um sinal do seu inconciente? Era bem provavel. Deixou o celular na mesinha de cabiceira. Colocou a primeira "pilha" de roupa na mala. O remorso a dominou. Tinha que dar alguma explicação. Alguma satisfação.

Quando foi embora de casa anos atrás deixou um bilhete e sabia que seus pais, por mais que sofressem, entenderiam sua atitude naquele momento. Mas com amigos era diferente, com seus colegas de trabalho era diferente, com seu namorado era diferente. Havia contado para todos eles coisas que seus pais nunca souberam, eles (sobretudo o namorado) sabiam muita coisa de sua vida, de suas atitudes no passado, de seus desejos (inclusive os obscuros). Colcou a segunda "pilha" de roupa na mala.

Mas como faria? Não podia simplismente que acordou hoje e sentiu que devia ir embora. Não. Fechou os olhos e deixou seu "olho da mente" se abrir. Logo ele lhe deu uma solução, uma solução dolorosa, mas necessária. Iria brigar com seus principais amigos e terminar com o namorado antes de ir embora.

Rapidamente ligou para a primeira amiga. Falaram amenidades por algums minutos. Acabou desligando sem cumprir sua "missão". Com a segunda amiga era seria mais fácil. Ligou, falou algumas coisas como se fosse sem querer. Sentiu na voz dela que ela estava magoada e nunca mais iria querer vê-la. Assim fez com mais algumas amigas. Sentiu fome. Era hora do almoço.

Cozinhou para si um macarrão instâneo de frango. "Papelão" pensou enquanto comia. Havia brigado com todos que um dia amou. Com todos? Não, faltava ainda o namorado. O mais difícil havia deixado para o fim. Com as mãos tremulas discou para ele. Chamamando...

- Oi amor... - disse ele com a voz mais doce do mundo - ... tudo bem?

- Oi... - sentiu-se confusa, era isso mesmo? Fechou os olhos. Sentiu o desejo pela sua morte aumentando. Tinha que fugir dali. Tinha que ir embora o mais rápido possivel. Então era isso mesmo. - ... an...

- Está aí Dani? - ele insistiu - tudo bem??

- Não - as lágrimas voltavam a cair dos olhos dela. - nada bem...

- Que foi? - ele conhecia ela o suficiente para saber o que ela estava sentindo agora, sabia que o que ela chamava de "demonio interior" havia saido do controle mais uma vez, e sabia também que dessa vez ela corria risco, tinha que agir logo - não se meche... estou indo praí!

- Não venha - ela disse com voz pastosa por causa do choro que lhe subia a garganta - eu quero terminar com você... e não pergunte porque... só não quero mais lhe ver na minha frente.

Desligou o aparelho sem esperar a resposta dele. Trincou os dentes novamente.

- Controle... controle... controle... - tentava se manter no controle. Sabia que seu demonio interior havia fugido de seu contole. O celular tocou. Olhou pra ver quem ligava. Seu namorado. Atendeu, e desligou logo em seguida, sem ouvir a voz dele. Para evitar que o celular voltasse a tocar arremessou-o no chão. Voltou a mala no quarto.

Rafael, o namorado, saiu de sua casa com a orelha no celular, ligou pra uma amiga de Daniela. Caminhava em uma quase corrida em direção a casa dela. A amiga havia dito que Daniela havia sido grosseira, e que haviam brigado. Ligou para outra amiga que disse a mesma coisa, ligou para terceira, quarta... todas diziam a mesma coisa. Acelerou o passo. Sentiu que estava perdendo Daniela. Sua vista começava a embaçar com as lágrimas que brotavam dos olhos. Atravessou ruas sem nem olhar para os lados. Tinha que chegar logo. Faltavam duas quadras. Começou a correr.

Havia limpado o guarda-roupa. Sentou-se a mesa. Uma folha de papel já a esperava. Escreveu com os olhos banhados de lágrimas:

"Aos colegas de empresa: Obrigado a todos por me aturarem por todos esse anos, adorei todos os dias que passamos juntos... e venho atraves dessa pedir o meu desligamento do emprego. Muito obrigada ao seu Adir por acreditar em mim! Nunca vou poder lhe pagar tudo que fizeste por mim! Mais uma vez muitissimo obrigada!

Aos meus amigos e amigas: Galera amei todos os dias que passamos juntos, todas as festas, todos os porres (risos), todos os filmes que assistimos, todas as nossas viagens, aventuras, doideiras que fizemos juntos!!! Sinto ir embora assim... mas era meu destino "sumir" assim. Como ultimo pedido peço a algum de vocês pra liguem pra imobiliaria pra avisar que vou pagar o valor do aluguel até semana que vem.

Bom... enfim...

Deixei a parte mais dificil para o fim... Rafa, peço que não fique triste por eu estar indo embora... mas se eu ficasse aqui ia lhe magoar mais, ia lhe causar sofrimento, dor. E já prometi a mim mesma que não faria mais ninguem sofrer. Preferia mil vezes morrer a ver uma lágrima saindo de seus olhos novamente. Sei que não posso pedir pra não sofrer. Mas o vento já me chamava a dias. Somente hoje fui perceber o que ele estava querendo dizer. Sei que isso não vai servir de consolo, que posso acabar lhe machucando mais dizendo isso, mas sei que talvez possa lhe dar algum alento e conforto... te digo que te amo! Mesmo indo assim... sem avisar nem nada... levo você no meu coração que, apesar de tudo, chora por ter que sair dessa forma de sua vida... espero que entenda e supere um dia!

Com amor, carinho e algumas coisinhas mais

Daniela"

Colocou a caneta sobre a carta e deixou sobre a mesa.

Rafael entrou na rua de Daniela. Estava cansado, havia corrido muito. Entou rapidamente portão adentro. Encontrou a porta da frente encostada. Empurrou-a. Caminhou pela casa atônito. Chegou a cozinha. Leu a carta. Não conseguiu mais conter as lágrimas. Sentou no chão aos prantos.

- Por que Daniela?? Por que??? - gritou enquanto caia no chão levado pelas lágrimas.

Ele havia chegado tarde. Ela já havia ido embora.



- Postado por: Luis às 02h01
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vinte anos... caramba...

hoje mais cedo me peguei pensando... vinte são duas decadas! nouuussa vida! é mta coisa... mas mta coisa meeeeesmo


adorei todos os scraps que recebi no orkut... todo o carinho que recebi via MSN dos meus amigos (as)... adorei mesmo! de coração! muito obrigado a todos que se lembraram! a todos que gostariam de estar junto mas por motivos de distancia maior não podem...

pois é... não vou falar muito sobre aniversario e bla bla bla bla porque isso é muito sem graça...

em vez disso vou desejar pra mim mesmo o que desejei nos ultimos 7 anos (antes eu não desejava isso pra mim... até porque eu era muito pirralho pra entender o que era "um aniversario")..


QUE OS VINTE ANOS SEJAM VINTE VEZES MELHORES QUE OS DEZENOVE FORAM!!!


e que tudo seja possivel, até mesmo os sonhos e desejos impossiveis que perneiam minha mente...


20 anos?
alea jacta est!


Luis, 20 de novembro de 2007



- Postado por: Luis às 00h46
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Com medo ele se levantou, não devia ter se levantado, sabia que em pé suas chances de sobrevivencia seriam poucas. mas sentado ficaria com mais medo que já estava (se é que isso era possivel).

Havia levantado e ficado no mesmo lugar. O medo lhe havia travado as pernas, seus movimentos estavam totalmente paralisados por algo que ele não conseguia se desfazer. Por mais que ele fizesse força fisica jamais conseguiria vencer aquele sentimento que parecia mais forte que ele.

Mas não! Ele não se entregaria assim. não sem batalha. não sem luta. então seu pé se soltou do chão e ele deu um passo. Juntou toda a força que ainda lhe restava na alma e deu o segundo passo, que foi seguido do terceiro, do quarto e de toda a sua longa jornada q se iniciava naquele instante...


"para se caminhar mil léguas é preciso dar o primeiro passo" proverbio chinês



. . .



- Postado por: Luis às 00h46
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Ontem fui dormir com essa historia na cabeça. Hoje passei pro "papel"...



Havia certa aldeia que sempre mantinha uma chama acessa, essa chama simbolizava o Coração da aldeia, o espirito da aldeia, a garra e toda capacidade da aldeia de se manter "com as proprias pernas". A todas as gerações era liberado fazer o que bem quisese, caçar, plantar, conquistar novos territorios, sair em grandes jornadas com pouca ou nenhuma probabilidade de retorno. Porém, havia uma coisa que geração nenhuma poderia fazer. Não importasse o que acontecesse. Por mais homens que haviam se perdido no tempo, nas batalhas, nas aventuras. Essas gerações nunca poderiam deixar aquela chama se apagar. Pois, como diziam os antigos, caso a chama se apagasse a aldeia estaria condenada a deixar de existir. E logo sumiria na memoria das pessoas, caindo em total esquecimento.

Todas as gerações que se seguiram mantinham a chama sempre acessa, custasse o que custasse. Mas eis que uma geração de jovens guerreiros nasceu, e seus integrantes, seguros de que aquela historia era mera lenda resolveram abandonar a chama a propria sorte. Sairam numa jornada por todas as outras aldeias afim de encontrarem aventuras pra serem contadas pelos séculos que se seguissem e não uma historia de uma chama idiota. Então a chama seguiu queimando suas ultimas reservas de lenha, sozinha a propria sorte. Quando sua ultima brasa se apagou os bravos jovens cairam mortos no chão. Eles haviam esquecido que a chama não representava somente a sua bravura e heroismo, ela representava algo que nenhum ser vivo pode existir sem. Ela representava o amor.



- Postado por: Luis às 23h01
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enquanto não escrevo nada "prestavel" (ou seja, o que ando escrevendo é imprestavel... =/) vou postar a letra de uma musica que eu queria que **alguem** ouvisse lendo aqui... pois é a coisa que eu mais quero de presente de aniversario... e que só ela pode me dar... então lá vai:

Pink Floyd - Wish you were here (Queria que Você Estivesse Aqui)


Então, então você acha
que consegue distinguir
O céu do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir
um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui



- Postado por: Luis às 04h21
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*dando de ombros
sei lá o q eu quis escrever... mas escrevi! e é isso ae!!!

Talvez tudo sempre tivesse sido estranho e Bianca nunca tenha reparado. Talvez fosse certo tudo aquilo que ela sempre julgou errado. Talvez. Estava cansada dessa palavra. Sempre que questionava alguma coisa ouvia essa palavra. Há anos era assim "vamos sair hoje?" "Talvez...". Teve uma vez de de tanto ouvir "talvez" perguntou se era hora dela morrer. "Não! Você ainda é jovem... tem uma vida inteira pela frente!" Foi o que lhe responderam. Não se satisfez com essa resposta. Tudo que queria ouvir era mais um talvez. Pois só então puxaria o gatilho para, talvez, morrer.

- Não! - disse para sua "gêmea" do espelho - ainda não é minha hora... ainda não...

Ficou se encarando por horas. A moça do espelho não parecia disposta a discutir, a opinar, a reclamar. Estava ali para ficar fitando a sua "outra" de fora do espelho.

Quis mudar tudo a sua volta. Perguntou pra si propria se tinha tamanha força. "Talvez...". Explodiu. Arrancou o espelho da parede e esmigalhou-o no chão. Seu pé recebeu grande parte dos estilhaços. Bianca pouco se importou com o sangue que lhe fugia de cortes por todo o pé direito. Uma lágrima pingou sobre o pé ferido. Só então sentiu dor. Apertou os olhos. Mais lágrimas cairam. Encostou-se na parede. Deixou o corpo descer até o chão. Adormeceu.



- Postado por: Luis às 23h27
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não de onde veio esse meu gosto recente por escrever historias desse "tipo"... será que estou me "despedindo" de uma era? será que estou usando minha versão 5.0? (5.0 sim, não, não tenho 50 anos ¬¬, um dia conto sobre as "outras" versões minhas) será que...? ahhhhh odeio não saber o que se passa comigo... então vamos a historinha "rabugenta" que escrevi:



Ele telefona pra casa dela. Telefone tocando.

- Atende logo bia... - murmura ele - atende.

Pára de tocar.

- Alô? Bia?

Do outro lado a fria voz mecânica.

- Caixa postal de Beatriz, no momento estou longe... longe de mais pra alguem lembrar de mim... após o sinal deixe seu recado... ou não!

Ele, sem entender direito.

- Bia... píada sem graça viu... atende aí vai...

O silencio predominou até cair a ligação. Ele desliga.

-... bia... não!

Ele sai correndo em direção a casa dela. Atravessa as ruas sem olhar para os lados. Chega na casa dela a porta está só encostada. Ele entra e vê o corpo dela proximo a cacos de vidro e liquido viscoso que molha todo o chão.

Ele cai de joelhos ao lado dela. Ele retira uma mecha de cabelo que cobria a face dela.

- Por que bia? Por que? - gritou ele.

Ela desperta em meio aos berros dele, e, lentamente, abre os olhos.

- John... é... você?

- Bia?! - Ele hesita - Sou eu sim...

- O que... - ela gagueja - ... aconteceu?

- Você não se lembra?

- Não muito bem... - ela pisca longamente - o que... an... aconteceu?

- É...

Ela vendo que ele não falaria, virou a vista para o chão, viu os cacos. Cerrou as palpebras. As lembranças vieram como flashes. Uma lágrima saiu do olho dela.

- Calma bia... - ele enchugou a lágrima dela - vai ficar tudo bem...

Ela abriu um pequeno sorriu tristemente. Ele retribuiu o mesmo sorriso. Ela se viu refletida no rosto dele e, daquele instante em diante, não precisava mais se procurar na morte.


 



- Postado por: Luis às 01h19
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